sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

De volta...


Não tinha idéia de como seria corrida nossa viagem, não consegui tempo para atualiazar blog.
A viagem foi magnifíca, assim que for possível coloco os relatos e fotos.

Abraços,

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

5º Dia La Serena-CH a Uspallata-AR (08/02/2010)

Começava o retorno, Ruta CH-5 (Panamericana) rumo sul. Dia frio saí somente com a jaqueta de cordura achando que quando o Sol aparecesse esquentaria, engano meu, tive de parar e colocar um colete por baixo, alias o Sol nascendo atrás da cordilheira é um espetáculo a parte. Parada num Posto Copec em Los Villos, aproveitei para trocar o óleo da motoca fechava 5500 km da ultima troca. Paramos em Los Andes para o almoço, conheci ao vivo a Nova Ténere na revenda Yamaha da cidade. Muito movimento de caminhões na subida dos Caracóles, passamos pelo “Túnel del Cristo Redentor”(3185 msnm) com seus 3080 metros de extenção, sendo 1564 metros do lado chileno e 1516 metros no lado Argentino. Passado o tunel 500 mts depois, fomos para a subida da antiga rota que ligava a Argentina ao Chile onde há o Monumento ao Cristo Redentor (4000 mssm), como subi muito rápido me senti bem zonzo “apunado” baita bobagem. Descemos e fomos para a aduana como era final de tarde, acho que tivemos sorte foi tudo bem rápido, mais adiante Parque Aconcágua visita rápida, chegamos a “Puente Del Inca” já escurecendo, descemos a RN-7 até Uspallata à noite o céu esbranquiçado de tantas estrelas. Ficamos no Hotel Los Condores muito bacana e jantamos no restaurante do hotel ótima comida.

Duração: 15:02 min
Em movimento: 7:57 min
Vel Média: 77.2











domingo, 7 de fevereiro de 2010

4º Dia Rodeo-AR a La Serena-CH (07/02/2010)



Este era o dia tão esperado, rumamos a Las Flores para completar os tanques e carregar mais um pouco de gasolina extra para a travessia do Paso, Aduana Argentina tudo OK, carimba aqui e ali e recebesse um papel p/ entregar na Gendameria Argentina, alguns quilômetros adiante. Logo no inicio algumas obras de asfaltamento até a Gendameria, depois só ripio. Na Gendameria nos informaram que não estava muito frio, algo em torno de 5º, mas a sensação térmica abaixo de 0º devido ao vento forte que soprava, podiasse ver o penacho que o vento fazia no cume das montanhas mais altas, algo muito bonito. Já no meio do vale que a estrada corta entre as montanhas podemos ver o quanto somos minúsculos diante daquela imensidão, subimos devagar com varias pausas para fotos, isto facilita no fator altitude. Não tive problemas com a altitude, somente aquela sensação de embriagues, mas sem dor de cabeça como alguns relatos. A subida do lado Argentino é bem suave após os 4.780 metros quando começa a descida no lado Chileno a coisa fica boa, pra quem gosta de “off-road” é claro, existem caminhos para veículos leves onde o gradiente de descida é maior e o trajeto mais curto ou para veículos pesados onde a descida é mais suave e longa. A cada curva uma surpresa é indescritível, chegando na Aduana Chilena tudo muito organizado e atendimento muito cordial, de volta ao asfalto e ao calor rumo a Vicunã para abastecimento, o objetivo era ficar em Vicunã, mas como era domingo e não teríamos como “cambiar moneda”, rumamos a La Serena. Neste dia tivemos dois pneus furados, um no meio do passo que foi trocado na Aduana Chilena e outro no asfalto após Vicunã, os dois por espinhos remanecentes que pegamos no terceiro dia. A noite jantamos no melhor restaurante de toda a viagem na orla de La Serena que estava lotada por ser verão. Detalhe primeiro dia que tivemos de usar casacos a noite.

Duração: 10:56 min
Em movimento: 7:04 min
Vel Média: 59.6






 

 

 

 


 

 

 

 


 

 

 

 




sábado, 6 de fevereiro de 2010

3º Dia Cruz Del Eje-AR a Rodeo-AR | Parte 2 (06/02/2010)



Vivendo e aprendendo... naquela imensidão entre um “badene” e outro, eis que aparece uma arvore grande o suficiente para fazer uma sombra. Paramos para reagrupar, que baita erro, no chão entre areia e as pedras e havia galhos cortados daquela arvore, repletos de espinho. Saldo: um pneu dianteiro furado, vários espinhos cravados, na minha só não furou pq estava com a meleca verde, na de outro integrante tmb. Lição: nunca pare numa sombra no deserto sem verificar o solo, ao menos foi o que fiz dali para adiante. Seguindo chegamos a “Cuesta Del Huaco” caminho que costeia o Rio Huaco, porém de asfalto, com direito a túnel escavado na pedra, após esta serra chega-se a Cuesta Del Viento, imagina porque? Paisagens de perder o fôlego. Seguimos para Rodeo direto para o posto, amanhã seria o grande dia, “mala suerte” não havia “nafta”, fomos a Las Flores, o clima já era outro mais fresquinho, abastecemos e decidimos dormir em Las Flores, “mala suerte” não havia alojamento em lugar algum, tinha uma festa na cidade algo parecido com o Carnaval, voltamos a Rodeo já à noite e frio, encontramos as “Cabanãs Rufino” agora tivemos muita sorte, o melhor lugar que ficamos e o mais barato, AR$ 200,00 pesos para 6 pessoas, era jantar e esperar o grande dia.


Duração: 13:26 min
Em movimento: 8:03 min
Vel Média: 85.9

 
 
 
 


 

 

 




3º Dia Cruz del Eje-AR a Rodeo-AR | Parte 1(06/02/2010)


Este dia prometia, pela frente duas serras espetaculares "Cuesta Del Rio Miranda" na mítica Ruta 40 de Ripio e "Cuesta de Huaco" chegando a "Cuesta Del Viento". Chegando em Chamical fomos parados para a "colaboracion", não sei eram Guardas municipais ou Camineros demos AR$ 30,00 pesos e fomos embora, o mais engraçado e que eu estava com a câmera filmando, foi hilário. Dali para Chilecito a esquerda se pega a Ruta 40, porta de entrada para a 1ª Serra de ripio, após um asfaltinho começa a brincadeira, andei um pouco e fui obrigado a esvaziar os pneus estava com 29 e 33 psi a traseira picava demais. A serra corta o vale do Rio Miranda e a estrada é toda como se estivesse endentada na montanha, "caminos de corniza" como se chama lá, em muitas partes só passa um carro, se vier outro no sentido contrário um deve dar ré. Neste dia o meu anjo da guarda estava na garupa, em uma curva rasgada na rocha estava descendo um caminhão que diria estar numa velocidade não condizente nem com o tamanho dele, nem com a estrada, passei onde dava, entre o pára-choque e a rocha. Ficou documentado em vídeo, no finalzinho do ripio quase tomei um chão, mas aí quem estava muito faceiro era Eu, botei a viola debaixo do braço e me acalmei duas vezes no 3º dia de viajem já estava demais. Chegamos a Villa Union, abastecemos e no posto estava um Alemão que tinha feito o Água Negra no dia anterior, o cara estava há quatro meses viajando pela América do Sul com uma KTM 990 já tinha ido a Ushuaia e queria ir ao Brasil fazer a Transamazônica, muito bacana. Lá tmb foi nosso melhor almoço, no meio daquele nada tinha restaurante muito bom, todo rústico. Dali para frente teriam 100 kms de retas repletas de "Badenes", depressões na pista para que a água de degelo passe por cima e não leve a estrada, nunca passei por um lugar tão seco, o ar quando passava pelas narinas queimava, a todo o momento jogava a água do Camelbak no peito e em minutos estava seco.













sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

2º Dia Federal-AR à Cruz Del Eje-AR (05/02/2010)

Saímos cedo, ainda escuro, pois seguíamos o horário Brasileiro de verão foi terminar o café, arrumar a moto e no mesmo momento que liguei a moto começou a chover, chover não, uma tempestade elétrica nunca vi tantos raios a sensação era que estavam caindo muito perto fato explicado pela região ser muito plana.
Chegando à Santa Fé tentamos achar uma loja de motos para comprar uma roupa de chuva para um dos integrantes mais desavisado, nada feito.
Seguimos para Córdoba contornando a cidade por sua "circunvulacion" espécie de anel rodoviário, após o trafego pesado da cidade entramos na região do lago San Roque oposta a Villa Carlos Paz que passaremos na volta, agora a paisagem começava a ficar interessante, já avistamos as serras de Córdoba. Em todo este caminho passamos por várias cidadezinhas(Villas) que RP-38 corta, em La Cumbre fomos parados para averiguações, mas sem propina, chegando em Cruz Del Eje, ficamos num hotel bem na entrada da cidade em frente ao Shell ao lado do YPF.

Duração: 13:44 min
Em movimento: 8:45 min
Vel Média: 83.4






quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

1º Dia Porto Alegre-BR à Federal-AR.(04/02/2010)

Já cedinho o dia já se mostrava muito quente, as 05h00 estava 29º, nos encontramos no local combinado e saímos as 05h40.
Este seria o dia mais longo do trajeto 872 kms, quando o sol raiou, pensei vou cozinhar dentro da jaqueta de cordura.
Rezei por uma chuvinha, ela veio e não foi mais embora, as vezes forte, as vezes fraca. Já em Uruguaiana-BR uma tregua entramos na cidade e cambiamos pesos no centro (1 peso = R$ 0,52). Pegamos mais um companheiro, o Odair "Reverendo" de Criciuma-SC que nos encontraria na cidade.
Cruzamos a ponte, fizemos a imigração sem nenhuma complicação e enrolar o arame rumo ao Hotel Gran Chaná que de "Gran" não tem nada.
Após Paso de Los Libres mais chuva. Uma curisidade de Federal é que ela serve de parada para os hermanos tmb, a próxima cidade só Parana ou Santa Fé, a noite o "Gran" hotel lotou.
Descobri que na Argentina neste ano não houve horário de verão.

Duração: 12:42 min
Em movimento: 8:48 min
Vel Média: 99.1


Faceiro igual pinto no lixo



Dia de retas e mais retas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010